ROSÁRIO COM SÃO JOSÉ

ROSÁRIO COM SÃO JOSÉ             Não se esqueça do “Lembrete de Nossa Senhora de Fátima”: “Meditar” o Rosário.  O Rosário pode ser rezado perante uma grande platéia: “O Rosário com os Santos”. Pode ser vivenciado no Espírito Santo: “O Rosário no Espírito”. E o Rosário torna-se muito Carinhoso “com José”, o casto esposo de Maria.             Deixe o Espírito Santo, “ENSINAR” os conteúdos internos dos mistérios do Rosário. Ou, deixe-o “RECORDAR”, alguns pormenores surpreendentes no decorrer do Rosário.  Observe como a Virgem está em meditação, pois “não conhece homem”. Está pensando em seu noivo José. - Procure adivinhar MISTÉRIOS GOZOSOS  1 - ANUNCIAÇÃO              O SUSTO DA “NOIVA” O amor puro de Maria por José. Ambos receberam o dom da castidade. O primeiro aviso da Encarnação do Verbo foi dado à Maria: mas, depois, também, a José. Cada vez, pelo Anjo. José ficou desnorteado quando viu Maria grávida, mas, um Anjo o acalmou, explicando a sublimidade do mistério. José estava disposto a deixar Maria, em segredo, mas, um Anjo evitou o primeiro divórcio na história da Salvação. José assumiu, perante a sociedade, a gravidez de Maria, isto salvou Maria de uma interpretação maldosa. Seguindo o conselho do Anjo, José aceitou Maria, isto fez estremecer de júbilo o menino Deus no seio de sua Mãe Santíssima. Deus escolheu, livremente, Maria por sua mãe, ... e livremente José por seu pai adotivo. Ambos, no plano de Deus. Maria perguntou... José perguntou, mas, a certeza foi tanto maior, porque transmitida por um Anjo. No auge de sua interrogação, Maria pensou em José, quando disse: “Não conheço homem”. Queria dizer que ambos eram puros. A máxima alegria dum casal é saber que estão no plano de Deus; é o caso exato de Maria e José. O mesmo acontece no sacramento do matrimônio. Os dois maiores tesouros do mundo são Jesus e Maria, ambos sob os cuidados de José, digno desta missão por parte de Deus. Se penetrarmos os íntimos sentimentos de Maria, neste mistério gozoso da Anunciação, é evidente que José ocupou grande parte, pois houve alusão indireta a ele durante o diálogo com o Anjo Gabriel.   2 - VISITAÇÃO  A SAUDADE DO “ESPOSO” - Observe, como a Virgem está segura, pois José  “a recebeu em sua casa” . Está amando com gratidão a José. - Procure adivinhar, a alegria da Mãe de Jesus, por ter um companheiro que a protege ,com o grande segredo que leva em seu seio. 1. Maria caminha em direção das montanhas de Judéia; José continua o seu trabalho em Nazaré, providenciando o sustento para mãe e filho. 2. O mesmo Espírito Santo, que fecundou o seio da Virgem Maria, enche de sublime gozo o coração de José, tornando-o responsável, como pai de Jesus, perante a sociedade humana. 3. Maria permaneceu três meses em casa de Isabel; é claro que José tinha saudade de sua castíssima esposa. 4. No seu, “Magnificat”, Maria louvou a humildade, que é sempre exaltada por Deus: José também era humilde, por isso, foi exaltado por Deus, para ser o pai adotivo do Verbo Encarnado. 5. Maria exclamou: ...”todas as gerações me proclamarão bem-aventurada”. José é o responsável por Maria, como esposo e protetor. 6. Sentindo a proximidade com Jesus, o menino João, estremeceu, no seio de sua mãe Isabel. José é chamado a viver na intimidade de Maria e Jesus, longos anos de sua vida, dia por dia. 7. Na sua ausência de Nazaré, Maria terá pensado, cada dia em seu esposo distante, na Galiléia. José terá pensado também,cada dia, em sua esposa distante, nas montanhas da Judéia. 8. Maria, certamente, vive admirando a profunda fé de seu esposo, que seguiu o conselho do Anjo, “aceitando em sua casa”; José sente um grande respeito pela pureza de sua esposa, que foi escolhida para ser a Virgem Mãe do eterno Deus feito Homem. 9. Maria é chamada bendita entre todas. as mulheres por parte de sua prima Isabel. José é bendito entre todos os homens, por ser o protetor escolhido de Maria e Jesus. Maria leva, por ora, Jesus, em seu seio virginal, mais tarde, José sustentará esposa e Filho em sua casinha operária de Nazaré. - Se penetrarmos os sentimentos de ternura de Maria para com José, compreenderemos melhor o sublime gesto de José em aceitá-la em sua casa... grávida. Amor e compreensão se completam!             2 - NASCIMENTO  A FELICIDADE DO “CASAL”  - Observe a expectativa no rosto de Maria e José, ambos esperando o nascimento divino. - Procure adivinhar a sintonia dos dois corações: de José e Maria. Felizes em torno do filho, prestes a nascer.  1. Ao nascer, Jesus une ainda mais José e Maria, e José já sente a sua responsabilidade de chefe de família.  2. Nos albergues da cidade o casal não foi aceito,  “não havia lugar para eles”, apesar de estarem na gruta de Belém, José dá total segurança à sua esposa e ao filho recém-nascido.  3. Os anjos cantam ..., amigos, conhecidos de Maria e conselheiros seguros de José, e servos dóceis do Menino recém-nascido. 4. Os pastores acorrem e vêm a Sagrada Família, certamente, os impressionou José, pobre como eles, mas, muito feliz. 5. Herodes trama uma perseguição sanguinolenta contra o menino misterioso, mas, aí está o valente defensor, José, que há de fugir para o Egito com a esposa e o Filho. 6. As profecias mostraram, desde séculos, Belém como berço do Messias a nascer, e José teve que procurar esta cidade, por ser de descendência de Davi. 7. Momentos inesquecíveis,José toma, pela primeira vez, o Menino Jesus no seu colo, sentindo crescer, dentro de si, a responsabilidade paterna. 8. Aos poucos a criança sentirá, em torno de si, duas belas realidades, o calor da mãe e a segurança do pai. 9. Os Magos adoram o Menino Jesus no presépio, Maria e José também o adoram. Ambos conseguem descobrir a sublime realidade, através da aparência duma criança inerme. 10. Espetáculo sublime ver Maria e José se entreolhando e dizendo: “eis aí nosso filho”. José terá sentido a gratuidade do dom de Deus, em ser perante os homens, o pai do Menino Jesus. - Se penetrarmos os sentimentos internos de José, neste sublime acontecimento do nascimento de Jesus, compreenderemos a sua disposição de doar todo o conforto à sua esposa e ao divino Infante. Sente-se realizado como pai!  4 - APRESENTAÇÃO  AS “POMBAS” DE JOSÉ  - Observe como José e Maria caminham juntos, como verdadeiros esposos, levando o Menino Jesus ao templo. - Procure adivinhar o espírito de fé e amor de Maria e José, levam o próprio Deus a seu templo. 1. O nome do Menino é Jesus, o nome foi transmitido a José por um Anjo do céu. 2. Maria e José levam o dono do mundo ao templo, mas, José leva apenas duas pombas, porque é pobre. 3. Vendo o Menino, a profetisa Ana reconheceu o Messias prometido, certamente, saudou com muito respeito a mãe e o pai José. 4. Simeão pode morrer tranqüilo, pois acabou de ver o Messias do mundo, antes de morrer, José levará ainda por muito tempo o Menino no colo, e lhe ensinará a profissão de carpinteiro. 5. Uma espada atravessará o coração de Maria, José não terá permanecido insensível ao ouvir esta frase dos lábios de Simeão. 6. O Espírito Santo fecundou o Verbo no seio de Maria, o mesmo Espírito Santo, transmitiu a alegria de pai a José, e revelou o Messias à certas pessoas, como Simeão e Ana. 7. Após ter entregue as pombas como oferta, José, certamente, tomou em seus braços o Menino, para a mãe poder descansar um pouco. 8. A pobreza e a simplicidade do casal Maria e José não terá impressionado a ninguém, no templo, no entanto, exercem um papel de per si reservado, aos próprios Anjos. 9. José e Maria estavam admirados das coisas que diziam do Menino, via-se, nos olhos de José, um brilho de mistério. 10. O Menino está destinado a ser causa de queda e de soerguimento para muitos..., mais tarde, Jesus dirá a seu pai José, quem não está com ele, já está contra ele. - Penetrando os sentimentos de José, notaremos neste mistério um grande ponto de interrogação em seus olhos: “Que dirá o futuro a respeito deste Menino, agora meu filho?”.   5 - REENCONTRO  O “SOBRESSALTO” DE JOSÉ  - Observe a preocupação, na fisionomia de Maria e José, quando percebem a ausência do Menino Jesus. - Procure adivinhar a angústia no coração deste casal tão religioso. Não sabiam que direção tomar... 1. Quando Maria e José notam que Jesus não está no meio da caravana, ambos se sobressaltam, José sentiu-se o mais responsável. 2. Sentindo a perda de seu filho de doze anos ..., José, sentiu crescer em si a missão de pai. 3. Neste mistério, vemos mais uma espada de dor atravessando o coração Imaculado de Maria, mas, o coração de José, também, sofre. 4. Durante três dias procuram o Menino ..., José terá usado de todos os meios para a sua dileta esposa Maria. 5. Quando o reencontram sentado no Templo a mãe não se contém: “Meu Filho que nos fizeste? Eis que teu pai e eu andávamos a tua procura”. Maria fala expressamente de seu esposo José. 6. Mas Jesus ajuda seu “Pai”:  “Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?”. José percebe que, todos nós temos um Pai Divino, que tem o direito de chamar a quem quiser; e, os pais da terra devem doar seus filhos para os planos do Pai eterno. 7. “Quando Maria e José o viram no meio dos doutores, ficaram admirados”. José torna-se ainda mais pensativo, pois, o mistério divino cresce sobre seu Filho. 8. Quando Maria e José erravam pelas estradas em busca do Menino, nenhum Anjo lhes veio em socorro. José percebe que todos os amigos de Deus devem carregar a sua cruz às costas. 9. Jesus desceu com os pais a Nazaré e lhes foi submisso. José torna-se ainda mais pensativo, quando vê, o próprio Deus feito homem, obedecer-lhe prontamente. 10. Maria disse que procuravam seu Filho “cheio de aflição”, certamente, José não conteve algumas lágrimas... , de saudade. - Penetrando os sentimentos internos de José, após o reencontro do Menino Jesus no Templo, podemos imaginar as manifestações de carinho por tê-lo achado novamente... 
“Se amais São José, imitai-lhe as virtudes”.                                                            Santo Ambrósio
  MISTÉRIOS DOLOROSOS 1 - AGONIA A “FALTA” DO PAI - Observe Jesus, estirado no Jardim das Oliveiras, abandonado de todos..., até do pai José, que já morreu.- Procure adivinhar a sede de amizade e companheirismo de Jesus, quando se aproximou dos apóstolos dormindo... .Jesus sua sangue no Horto das Oliveiras, prevendo sua morte ... cruenta. Jesus foi circuncidado, perante os pais Maria e José, dando as primeiras gotas de sangue por mim.Jesus sente um abandono tremendo, pedindo ao Pai, que afaste o cálice, se for possível. O abandono de Jesus vai até na saudade de seu pai José, já falecido.Jesus pediu apenas uma hora em companhia da parte dos apóstolos sonolentos, e José deu tantas horas de bela companhia a Jesus, quando viviam ainda na casa de Nazaré.Jesus confessou que estava numa tristeza mortal; será que não se lembrou das grandes alegrias vividas em Nazaré, com José e Maria?E os apóstolos dormem cansados a sono solto. Quantas vezes José teve que levantar-se de noite para cuidar do Menino Jesus, sem falar da imprevista fuga para o Egito!Como bom filho, Jesus se preocupa ainda por sua Mãe, distante e aflita.  Se José estivesse vivo, pelo menos cuidaria de sua esposa castíssima.Jesus está prostrado de rosto por terra, e este rosto encostava-se com tanto carinho, no peito de José, na meninice.O lugar em que Jesus sofre a previsão de sua morte cruenta é o Monte das Oliveiras. Este lugar fica tão longe daquele lugar saudoso, na Galiléia, que é Nazaré.Quando Jesus foi preso no Horto das Oliveiras, aludiu aos Anjos, que estão às suas ordens, mas, não os chama. os Anjos que falaram à Virgem e orientaram José, não socorrem Jesus, neste instante.Palavra sublime de Jesus ... “seja feita a Vossa vontade”. Maria também disse o sublime: “faça-se segundo a tua palavra”, e José aceitou a orientação do Anjo, quando viu a sua noiva grávida. - Penetrando os sentimentos de Jesus, podemos fazer-lhe companhia neste mistério, substituindo a saudosa falta de seu solícito pai José.  2 - FLAGELAÇÃO AS “CARÍCIAS” DE JOSÉ - Observe o contraste: em Nazaré, amor e carinho; agora, em Jerusalém, flagelação e maus tratos.- Procure adivinhar a dor de Jesus ao ver tanta ingratidão por parte dos homens: “veio para o que era seu, e os seus não o receberam”.Cena constrangedora ver o dorso de Jesus encurvado e chicoteado, como se fosse um assassino;  em Nazaré, Jesus não precisava ser castigado por José; era sempre dócil.Nenhum familiar está ao lado de Jesus, para defendê-lo contra as chicotadas; se José estivesse vivo, ninguém o reteria, estaria ao lado de seu Filho, defendendo-o.O corpo de Jesus está rasgado, com grandes feridas; não é mais aquele corpinho delicado, que José acariciava em Nazaré.Jesus é manietado como um prisioneiro perigoso; estas mesmas mãos presas enrolavam, festivamente, o pescoço de José, quando Jesus era criança.Arrancaram-lhe a túnica; a túnica feita pelas mãos carinhosas de Maria e adquirida com o suor de José, no trabalho de carpinteiro.Jesus pensa em todos, enquanto os chicotes assobiam enfurecidos sobre seu dorso; também pensa, com saudades, em seu pai José.Certamente a algazarra da soldadesca era ensurdecedora, ao redor do inerme sofredor; que saudade das conversas harmoniosas e cheias de amizade em Nazaré!As chicotadas são tão violentas, que de vez, em quando um gemido de dor escapa dos lábios de Jesus; estes gemidos são muito diferentes dos “ais” do Menino Jesus, quando acariciava o rosto de sua Mãe Maria e de seu pai José.Pilatos não se comprometeu com Jesus, mandando-o açoitar. José até arriscou a vida por Jesus, por exemplo, quando se levantou em plena noite para fugir com a esposa e o menino até o Egito.Será que os soldados sabiam que era Jesus, a quem açoitavam?  Talvez, dirão laconicamente: “É o filho de um tal de José... e sua mãe se chama Maria!” - Penetrando os sentimentos internos de Jesus flagelado, podemos continuar as “carícias” que José lhe dava em Nazaré, oferecendo-lhe nossa amizade sincera.  3 - COROA DE ESPINHOS OS “CARACÓIS” DOS CABELOS - Observe, como, os soldados, entre algazarras e chacotas, comprimem a coroa de espinhos na cabeça de Jesus.- Procure adivinhar a grande dor de Jesus, ao ser desprezado, justamente, na sua divina realeza. São burlescas as genuflexões blasfemas dos soldados, diante de Jesus, coroado de espinhos; muito diferente a adoração de Maria e José diante do presépio de Belém.Os soldados gritavam, sarcasticamente: “Salve, ó rei dos judeus!”  - Se soubessem que até cânticos angélicos soaram um dia aos ouvidos de Maria e José, homenageando o Menino Jesus...É entristecedor o cenário dos cabelos empapados de sangue, na cabeça de Jesus, coroado de espinhos? Estes mesmos cabelos, encaracolados, eram afagados pelas mãos de José, quando Jesus era criança.Um tosco tronco de árvore faz, às vezes de trono real de Jesus, coroado de espinhos; naquela vez, foi uma simples manjedoura em que reinava o divino Rei, como criança recém- nascida. E Maria e José descobriram Deus naquela criança indefesa.Jesus pensa de novo, com saudade, no seu pai falecido José; se ele estivesse vivo e visse esta cena, morreria de dor e compaixão.Os espinhos são fincados, violentamente, na cabeça de Jesus, jorrando sangue em seguida; os dedos de José alisavam os caracóis dos cabelos do Menino Jesus, preocupado que, um dia, esta cabeça poderia ser maltratada.Jesus é, literalmente, pisoteado por todos os soldados, que tornam o ambiente insuportável; o ambiente amigável de Nazaré, com seus pais José e Maria, Jesus talvez, só o encontrará, de novo, no céu.Cai em vista que, nesta cena de coroação de espinhos, ninguém defende Jesus; parece mesmo que desde a morte de José, o grande defensor de todas as hora boas e más, ninguém mais defende Jesus.“Advinha quem te bateu?”, diziam os soldados, batendo-o com uma vara, tendo-lhe vedado os olhos; mas, eles mesmos não sabiam, que Jesus conhece todos os corações... e o coração que ele conhecia, com muita gratidão, era o de José e de sua mãe Maria.Jesus pensa em sua mãe aflita e solitária; se ao menos José estivesse ainda vivo, para cuidar dela, diminuiria ao menos um pouco a sua dor. - Penetrando os sentimentos internos de Jesus, coroado de espinhos, podemos compreender como lhe fazem falta os agrados contínuos de José, na sua infância.  4 - VIA-SACRA A SAUDADE DO “COLO” - Observe, como o amor transforma até uma cruz pesada sobre as costas. - Procure adivinhar, o desejo de Jesus, em ter seguidores com a cruz às costas, no mesmo amor de Maria e José.Jesus carrega, sozinho, a cruz para fora da cidade, para o longínquo  Egito, Jesus fora carregado por Maria e José, em criança.Quem carrega a cruz une-se a Jesus; José carregou a sua cruz com muito amor, em sustento e defesa de Jesus, em Nazaré.Maria perdeu e reencontra, de novo Jesus, agora, com a cruz às costas, na quarta estação; mas, desta vez sem José, o saudoso esposo.Cirineu ajuda Jesus a carregar a cruz; é ele o substituto de José... Eu também posso substituir José na via –sacra.Quando Jesus olhou para sua mãe, com a cruz às costas, certamente, se comoveu; faltava José para consolar a mãe.A certa altura da via-sacra, Jesus cambaleou e caiu; quando criança, Jesus ensaiava os primeiros passos,  amparado pela mão caridosa do pai José.Jesus leva conformado a cruz ao calvário; a conformidade foi virtude clássica de seus pais José e Maria.Maria sofre muito, ao ver seu Filho com a cruz da condenação às costas; desta vez, não pode contar com o consolo de José como foi na perda e reencontro do Menino Jesus, no Templo de Jerusalém.Jesus carrega a todos nós na cruz; mas, a saudade do colo de José é grande, pois ele o carregava, quando era criança.Jesus leva a cruz às costas com a intenção de nos redimir; José também ofereceu a sua vida, em união com Jesus, para a redenção da humanidade; mais um motivo para ser também nosso pai. - Penetrando os sentimentos íntimos de Jesus, carregando a cruz nas costa, podemos deduzir; como era diferente; nos tempos de criança, quando José o carregava no seu colo, com carinho e amor.  5 - CRUCIFIXÃO O “BERÇO” DISTANTE... - Observe o desfecho de uma família harmoniosa; pai falecido, o filho crucificado, a mãe olhando a morte do filho.- Procure adivinhar os íntimos desejos, do coração atravessado de Jesus: Ele morreu por puro amor.Com que dor, a mãe deve olhar o Filho estirado sobre a cruz, enquanto, os pregos perfuram mãos e pés; o presépio distante era muito mais suportável, porque José e Maria amavam a criança.Com os braços abertos, no alto da cruz, Jesus relembra outra cena; em criança, corria de braços abertos ao encontro de José e Maria, sua mãe.Jesus disse: “Tenho sede”! Trouxeram-lhe fel com vinagre. José dava sempre água fresca da fonte de  Nazaré.Jesus disse: “ Perdoai, porque não sabem o que fazem!” Certamente, José também disse: “perdoai”, quando Herodes perseguiu o Menino Jesus.“Eis aí teu filho”, disse Jesus para sua mãe, João Evangelista dará apoio à Maria, que antes dava o casto esposo José.“Pai, porque me abandonastes?” Além da falta do pai José, Jesus sentiu a falta do Pai celeste; abandono completo.“Hoje estarás comigo no Paraíso,” disse Jesus ao bom ladrão. José já estava no paraíso à espera de seu filho Jesus. “Está tudo consumado”, disse Jesus. A missão redentora começou em Nazaré, junto de seu pai José, e agora, termina em Jerusalém, junto de sua mãe co-redentora.Jesus inclinou a cabeça... e morreu. Na infância, Jesus gostava de reclinar cabeça no regaço de seu pai José e da mãe Maria.Jesus morreu sobre o leito duro da cruz, abandono de todos; Jesus nasceu sobre o berço frio do presépio, mas, acalentado por anjos, pastores e seus queridos pais Maria e José. - Penetrando os sentimentos íntimos de Jesus, pregado na cruz, podemos compreender a profunda dor do abandono, tendo experimentado tantas carícias na infância e juventude, por parte de Maria e José, seus pais.   
Quem não achar mestre que lhe ensine a orar,tome São José por mestre, e não errará o caminho”.                                                                             Santa Teresa
  MISTÉRIOS  GLORIOSOS 1-RESSURREIÇÃO A ALEGRIA DO “REENCONTRO” - Observe como Jesus sai radiante do sepulcro, perante os guardas ofuscados.- Procure adivinhar o desejo íntimo de Jesus, em transmitir a sua vitória, sobre a morte de todos os homens.Os três dias em que Jesus permaneceu no reino dos mortos lembram outro fato; lembram os três dias de incessante busca do Menino Jesus, enfim, encontrado no Templo, entre os doutores.No Natal Jesus saiu do seio virginal de Maria; na Ressurreição saiu do seio da terra: em ambos os casos José foi testemunha privilegiada, pois, Jesus visitou o pai José no reino dos mortos.Que vigor a força da ressurreição de Jesus! – Esta força divina da ressurreição dormitava, antigamente, no colo de José.Com a ressurreição Jesus venceu a morte; esta vitória foi, também, a seu inesquecível José.A primeira visita de Jesus ressuscitado, certamente, foi à sua Mãe Maria; ambos terão comentado o saudoso pai e esposo José.Antes da ressurreição e depois dela, Jesus continua o mesmo... filho de José.Os discípulos ainda duvidavam da ressurreição de Jesus...! José acreditava, cegamente, no que o Anjo lhe dizia a respeito de Maria.Os apóstolos serão testemunhas da ressurreição de Jesus; implicitamente, darão testemunho de José, que é pai adotivo do ressuscitado.A ressurreição de Jesus é a nova vida, que nos une todos, na grande família de Deus; a família de Nazaré foi a semente desta grande família a ser eterna no céu.Após a ressurreição, Maria e Jesus se reencontraram; o reencontro de ambos com José será um pouco mais tarde.- Penetrando os sentimentos íntimos de Jesus ressuscitado, compreendemos o amor; sempre mais profundo; entre os membros da Sagrada Família, que continuará unida; certamente no céu.  2-ASCENSÃO  PREPARANDO A “NOVA” NAZARÉ - Observe a despedida de Jesus, elevando-se para o céu e levando consigo uma amostra da humanidade.- Procure adivinhar, o amor de Jesus por Maria, a quem deixa, e o amor por José, a quem vai reencontrar no céu.Enquanto Jesus sobe, Maria olha – como se enviasse saudações e abraços a seu esposo José.Jesus é realmente o centro dos corações; une em si, a Mãe, ainda na terra, e o pai José, já de posse da alegria celeste.Jesus acabou de fundar a Igreja sobre os apóstolos; mas, José é o patrono da Igreja, o corpo místico de Cristo.Jesus foi sentar-se à direita do Pai, sim, do Pai-Eterno e tendo do seu lado o pai adotivo, São José.Maria começou a desejar, veemente o céu, porque lá estão o esposo José e o Filho Jesus.Os Anjos que orientaram Jesus na terra, respeitam agora José no céu.Jesus promete a sua volta; na primeira vinda à terra, foi recebido de braços abertos por José e Maria.José aprecia, do céu, os apóstolos, além de serem incumbidos de levar o nome de Jesus até os confins da terra, foram rezar no cenáculo com sua esposa Maria, esperando o Espírito Santo.Jesus intercede por nós junto ao Pai, e José, intercede por nós junto a seu Filho Jesus.À direita do Pai, Jesus espera, com José, a chegada de Maria; todos os devotos de Maria, também, são esperados por José e Jesus. - Penetrando as disposições internas de Jesus, elevado ao céu, podemos perceber seu amor constante pela Mãe que deixa e pelo pai José, que reencontra. Logicamente, este amor se estende aos devotos de Maria e José.  3- PENTECOSTES O TELÉGRAFO DO “AMOR” - Observe os apóstolos reunidos com Maria, no cenáculo, na expectativa de Pentecostes, que uniria o céu e a terra, no mesmo impulso de amor divino.- Procure adivinhar a alegria de Jesus, que logo mais, há de unir, no seu amor pessoal, José e Maria, embora distantes.O Espírito Santo está prestes a gerar a Igreja, corpo místico de Cristo, através de Maria, e José, está prestes a ser o protetor universal, desta mesma Igreja, corpo místico de seu filho Jesus.O amor sempre elimina distâncias; o amor pessoal de Jesus, que é o Espírito Santo, unirá Maria na terra e José no céu, intimamente, entre si, neste mesmo amor pessoal de Jesus.O Espírito Santo transformou os apóstolos em arautos de Jesus;  o mesmo Espírito Santo tornou José, o grande defensor do mesmo Jesus.O nascimento da Igreja, Cristo místico foi com o vento; o nascimento de Cristo físico foi no silêncio da noite, com José e Maria.Maria rezou com os apóstolos, preparando o Pentecostes; Maria rezou com José, preparando o Natal.A família de Nazaré avolumou-se no Pentecostes; Maria, Mãe da Igreja, e José protetor inicial.O Espírito Santo leva a todos para a intimidade de Jesus; Maria e José, também, vivem, intimidade, de Jesus, no seu Espírito Santo.O Espírito Santo é tão familiar à Maria! Jesus foi gerado em Maria pelo Espírito Santo, e José assumiu a paternidade social.O amor de Jesus é de todos os batizados; através deste amor pessoal de Jesus, aproximando-nos, intimamente, de Maria e José.Jesus teve saudades de sua Mãe, ainda na terra; mandou o Espírito Santo para permitir a intimidade espiritual com ela e, dela, com o esposo José no céu. - Penetrando os sentimentos internos do Coraç